7 livros que todo criativo e aspirante a criativo precisam ler

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“Watch your thoughts, they become your words; watch your words, they become your actions; watch your actions, they become your habits; watch your habits, they become your character; watch your character, it becomes your destiny.”

Lao Tzu

Nós somos grande parte do que lemos, assistimos e tudo o que damos atenção.

Se você tem uma meta e ela envolve conquistas criativas, então vale a pena internalizar pensamentos e ideias que ajudem a desenvolver essa criatividade.

Dentro da bolha criativa, é comum ouvir a respeito do gênio criativo que possui o dom, uma criatividade inata desde o berço, abençoado de uma percepção criativa que ninguém além dele tem a menor chance de conquistar.

Essa concepção de criatividade não faz o menor sentido. A criatividade, em 99.99% das vezes, não é um tipo de dom fixo e imutável. É uma skill a ser aprimorada.

Por isso a importância de observar o que se lê. Para ajudar nesta missão, reunimos sete indicações de livros para manter a sua massa cinzenta zumbindo. 

1. Sapiens: A Brief History of Humankind (livro de Yuval Noah Harari, 2011)

Sapiens é um livro para todos lerem, não apenas criativos. Em suma, é um guia para leigos sobre a história da da humanidade na Terra. É uma leitura que, acima de tudo, todos podem tirar proveito.

Mas as passagens de Sapiens se traduzem com impacto para qualquer pessoa da persuasão criativa. Em sua extensa obra, o autor Yuval Noah Harari propõe uma tese de que criatividade e “ficção coletiva” são as qualidades fundamentais que nos separam de nossos primos biológicos, os macacos menores.

A ideia é inspiradora por si só. Na visão de Harari, a inclinação das pessoas para coisas complexas (projetos de engenharia que esculpem o mundo, enigmas jurídicos intangíveis, etc) nascem do mesmo desejo em comum: criar dispositivos para melhorar nossas vidas.

No entanto, o conceito de ficção coletiva reflete os objetivos do pensamento criativo em primeiro lugar: ver a humanidade por meio de um cisma exclusivo para si mesmo.

O livro de Harari segue esta ideia embrionária até suas conclusões lógicas enquanto reflete sobre seu próprio significado ao longo da história. Viva uma jornada com Sapiens para desvendar verdades ocultas sobre o mundo e, no final, aprenda sobre você mesmo.

2. Start Ugly: The Unexpected Path to Creativity (livro de David Duchemin, 2020)

Para quem aspira ser um criativo, Start Ugly é o livro mais motivacional que qualquer outro poderia ser.

A premissa é exatamente o que a capa diz: começar feio é melhor do que não começar, onde Duchemin abraça esta tese para apontar o verdadeiro valor de começar. Não é para você simplesmente terminar mais rápido ou acertar de primeira (o que é basicamente impossível). Em vez disso, o valor é minerar o seu primeiro rascunho enquanto busca pepitas de ouro… Usando estas pepitas para as próximas revisões. Ou seja, a cada rascunho, o criativo se torna mais próximo de atingir o Nirvana.

Engraçado, perspicaz e inspirador, o livro de Duchemin é uma leitura obrigatória para qualquer pessoa que deseja potencializar sua produção criativa, mas que ainda possui dificuldades para começar ou manter o ritmo.

Como Duchemin diz em seu site, “criativos não devem ter medo da bagunça, das ideias ruins ou das primeiras tentativas desastrosas. Não devemos apenas não temer essas coisas, como também devemos correr ferozmente em direção a elas.”

3. Finish: Give Yourself the Gift of Done (livro de Jon Acuff, 2017)

Do lado oposto de Start Ugly, temos Finish. Embora seja importante começar, também é importante saber quando parar. Finish é um livro para quem tem milhares de projetos em andamento e nunca sabe quais priorizar.

Jon Acuff fala do desejo paralisante de ser perfeito e como isso pode ser incapacitante quando se lida com deadlines.

Como muitos autores dessa lista, Acuff combina inteligência e experiências pessoais com estudos, aproveitando destes artifícios para extrair conteúdo de criativos. Começar feio pode ser importante, mas você nunca chegará a lugar algum sem a capacidade de terminar.

4. Can’t Hurt Me (livro de David Goggins, 2018)

Se este livro não impulsionar a sua vontade de trabalhar, então não sabemos o que fará. David Goggins relembra a história de sua vida neste livro de memórias, detalhando como ele superou uma infância abusiva, obesidade, racismo e depressão para, anos depois, se tornar um Navy SEAL e ultramaratonista.

Com 20 e poucos anos, Goggins estava acima do peso e deprimido, e trabalhava em um beco sem saída. Alguns anos depois, ele foi nomeado o homem mais apto da América. No livro, Goggins compartilha seu mindset enquanto realiza cada um de seus objetivos, oferecendo insights dos vários mantras que ele usa para explorar sua disciplina rigorosa. A boa notícia? Ele ensina o leitor a ser tão disciplinado quanto ele. No mundo criativo, onde ser autodidata e atingir objetivos é fundamental, o livro de Goggins é uma leitura obrigatória.

5. Greenlights (livro de Matthew McConaughey, 2020)

Greenlights é a autobiografia de McConaughey, onde ele conta de suas origens no leste do Texas ao superstar de Hollywood. A sagacidade e sabedoria de McConaughey estão em plena exibição aqui, conforme ele tira proveito de uma profunda experiência de uma vida verdadeiramente bizarra e notável. McConaughey admite que esta não é uma memória tradicional, mas uma “carta de amor para a vida”. McConaughey é estupidamente sincero, admitindo ter andado pelado até que os policiais o prenderam e, em um tom mais sombrio, também como foi ser molestado enquanto estava inconsciente na parte de trás de uma van.

Mas como isso ajuda a inspirar a criatividade? Greenlights exala um ethos seja-derrubado-para-ser-levantado. A resiliência que reflete sobre o ator o ajudou em sua carreira e forneceu inspiração para qualquer pessoa que esteja tentando ter sucesso na carreira criativa. A resiliência é fundamental para o sucesso no mundo criativo, e o livro de McConaughey mostra que, com tenacidade suficiente, o sucesso chega para todos.

P.s. A mãe do autor conta para todos os leitores que Greenlights é especialmente atraente no formato de audiobook, onde você pode realmente ouvir McConaughey prosseguir em seus escritos em seu próprio tom e ritmo. O autor pode admitir prontamente que a escrita de Greenlights parece ser muito propícia para uma leitura ao vivo, não muito diferente de uma leitura de poesia slam.

6. The Subtle Art of Not Giving a Fuck (livro de Mark Manson, 2016)

A Sutil Arte de Ligar o F*da-se é metade Greenlight e metade Start Ugly. Embora a resiliência que McConaughey destaca em seu livro claramente seja um tema de A Sutil Arte, o elemento motivacional mencionado por Duchemin desempenha significativamente no livro de Manson.

Manson é o tipo de cara que não tem papas na língua. Quando você lê A Sutil Arte de Ligar o F*da-se, realmente parece que Manson está falando diretamente com você. Ele diz ao leitor para abraçar sentimentos negativos, aceitar as limitações que a vida impõe e todas as porcarias inerentes que vêm junto com ela, e usar isso como um trampolim para alcançar seus objetivos.

Manson entrelaça pesquisas acadêmicas, piadas e experiências da vida real para criar uma filosofia que é ao mesmo tempo antiga e ainda assim incrivelmente aplicável ao mundo moderno. Isso pode soar como uma vaga besteira, o tipo exato de coisa da qual Manson é contrário. E ainda assim, considerando sua visão pseudo-budista do mundo, esta pode ser apenas uma sinopse adequada de sua visão de mundo.

7. How We Got to Now (livro de Steven Johnson, 2014)

Na imaginação das pessoas, invenção e genialidade andam juntos. Nós idolatramos o ideal de um indivíduo incompreendido que conserta sozinho, talvez para desgosto daqueles ao seu redor. Tesla e da Vinci e Ben Franklin e Alexander Graham Bell… De certa forma, são todas uma das nossas histórias favoritas.

Em How We Got to Now, Steven Johnson vira a história da invenção de cabeça para baixo. No lugar de explorar apenas as jornadas individuais, Johnson traça histórias sociais, reunindo a complexa teia de como a pesquisa, o progresso social, a demografia etc. se unem para influenciar o progresso tecnológico.

Na imaginação das pessoas, invenção e genialidade andam juntos. Nós idolatramos o ideal de um indivíduo incompreendido que conserta sozinho, talvez para desgosto daqueles ao seu redor. Tesla e da Vinci e Ben Franklin e Alexander Graham Bell… De certa forma, são todas nossas histórias favoritas.

Os exemplos que Johnson cita, como como o ar-condicionado possibilitou a migração em massa de humanos ou como os avanços na fabricação de vidro influenciaram a disseminação da alfabetização em larga escala são o ultimato para alimentar o cérebro. É como um curso intensivo sobre como fazer os tipos de padrões e conexões que os grandes inventores fazem. E, no final, a lição que fica é a de que as pessoas que realmente avançam a tecnologia humana tendem a não ser inventores solitários: mais frequentemente, é um esforço coletivo, liderado por alguém com ousadia e visão para reunir ideias díspares.

Rodeado destes livros, qualquer aspirante a criativo (ou qualquer pessoa que queira ser mais criativo no dia-adia) verá melhorias em sua produção criativa. Das reflexões filosóficas de Sapiens à retórica inspiradora de Start Ugly, das lições entusiastas de Arte Sutil à resiliência poética de Greenlights, estes livros fornecem as bases do pensamento crítico independente.

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